Estimada(o) Associada(o),
Estimadas(os) Colegas,
O STRN, informa todos os seus associados e todos os trabalhadores do setor dos registos que apresentou oficialmente o pré-aviso de greve nacional para os dias 8, 9, 11, 12 e 13 de junho de 2026, que juntamos em anexo.
Esta greve não é apenas uma forma de protesto. É uma afirmação de dignidade. É a resposta necessária de quem trabalha todos os dias para manter de pé um serviço público essencial, mesmo perante a falta de meios, a sobrecarga permanente, a degradação das condições de trabalho e a ausência de reconhecimento justo.
O acordo que nos tem sido apresentado é prejudicial para os trabalhadores. Não responde aos problemas estruturais do setor. Não corrige as injustiças acumuladas. Não respeita plenamente o que os trabalhadores exigiram e defenderam no Plenário de Trabalhadores de 22 de julho de 2025.
O STRN tudo fez, até ao limite da responsabilidade sindical, para defender TODOS os trabalhadores, os seus direitos, as suas carreiras, a sua dignidade profissional e os princípios assumidos coletivamente naquele plenário.
Como maior e mais representativo sindicato do setor e com legitimidade efetiva para representar os trabalhadores do setor na negociação coletiva fomos leais aos nossos princípios e valore e, sobretudo, fomos leais aos trabalhadores. Fomos firmes nas negociações. Fomos transparentes nas propostas apresentadas. Fomos responsáveis na procura de uma solução até ao limite que a lei nos permitiu.
Não desistimos a meio, Não fugimos das nossas responsabilidades nem desertámos para assinar um acordo fantasma assinado por quem não tem representatividade para se sentar à mesa das negociações.
Mas responsabilidade não pode ser confundida com resignação. Diálogo não pode significar aceitação de retrocessos. Negociação não pode servir para legitimar injustiças.
Está em causa o futuro das carreiras dos Registos. Está em causa a valorização dos trabalhadores. Está em causa a defesa da categoria de Oficial de Registos Especialista. Está em causa a eliminação das assimetrias salariais. Está em causa a falta gritante de profissionais, a degradação do serviço público e o respeito devido a quem assegura, todos os dias, a segurança jurídica dos cidadãos, das empresas e do Estado.
O STRN tem denunciado que faltam milhares de trabalhadores no setor, com impacto direto na qualidade do serviço público e na vida dos cidadãos. O próprio pré-aviso identifica a falta de Conservadores de Registos e Oficiais de Registos, a degradação acentuada dos serviços, a ausência de investimento, as assimetrias salariais, a necessidade de medicina do trabalho e a exigência de um processo negocial justo e sem retrocesso social.
Este é, por isso, o momento de cada trabalhador decidir de que lado fica.
Ficar em silêncio é aceitar que outros decidam por nós.
Ficar parado é aceitar que o futuro das nossas carreiras seja enfraquecido.
Aderir à greve é afirmar que os trabalhadores do Setor dos Registos merecem respeito, justiça e reconhecimento.
Só com uma forte adesão poderemos demonstrar ao Governo que os trabalhadores não aceitam um acordo indigno. Só com uma resposta coletiva, firme e determinada poderemos criar as condições para alcançar um acordo mais justo, mais digno e mais vantajoso para todos.
Não te resignes com migalhas. Depois dos descontos o que nos oferecem são migalhas e esta é a última oportunidade para se obter um acordo condigno.
Nenhum trabalhador está sozinho nesta luta. Cada adesão conta. Cada serviço parado conta. Cada colega que se junta a esta luta fortalece a posição de todos.
O STRN apela, por isso, à mobilização de todos os associados e trabalhadores.
Nos dias 8, 9, 11, 12 e 13 de junho, a nossa força terá de ser visível, sentida e inequívoca. Depende de nós!
Não fazemos greve por facilidade. Fazemos greve porque esgotámos todos os caminhos responsáveis. Fazemos greve porque os trabalhadores merecem mais. Fazemos greve porque o setor dos Registos não pode continuar a ser tratado como se nada valesse, quando é essencial para o funcionamento do país.
A luta é de todos. A resposta tem de ser de todos.
A dignidade conquista-se com unidade, coragem e participação.
Nos dias 8, 9, 11, 12 e 13 de junho cada um de nós faz a diferença, por ti, por nós.
A DIREÇÃO NACIONAL

